5 de dezembro de 2016

Cinco semanas num balão

Cinco semanas num balão | Amavelmente Irônica

A primeira vez que li Julio Verne foi na escola, li Viagem ao Centro da Terra, e depois disso fiquei curiosa pra ler outras obras dele: tinha me apaixonado por essa ficção científica vintage. Achei essa edição num estande-sebo na última bienal que teve aqui, e além do título, que era menos famoso, essas linhas douradas totalmente preservadas me fizeram levá-lo sem nem pensar duas vezes

Na realidade, esse livro me parece mais aventura do que ficção científica. Não tenho certeza sobre o contexto histórico mas não percebi nenhum objeto ou situação a frente de seu tempo.

Cinco Semanas num Balão conta a história do Doutor Samuel Fergusson, um explorador inglês que, depois de uma pausa entre suas explorações pra publicação escrita das últimas descobertas, resolve se aventurar mais uma vez porém de um jeito que nunca tinha sido feito na época e numa rota que nunca tinha sido completada: cruzar a África de leste a oeste de balão. Depois de meses de pesquisa, preparativos e desconfiança dos companheiros de viagem, ele viaja ao ponto de partida da viagem, onde montará o balão e seguirá com seu amigo caçador e seu criado.

Durante boa parte no início do livro, enquanto conhecemos a genialidade do protagonista Fergusson que aparentemente está preparado pra tudo, existem momentos de introdução de física e química funcionando na prática, o que pode ser bem legal pra quem é curioso e/ou entusiasta nessas áreas, mas também pode ser tedioso ouvir tantas descrições técnicas.

Confesso que demorei pra me empolgar na leitura, em parte por essas descrições (e também de outras, como as partes que envolviam a burocracia da sociedade inglesa na época), mas também porque eu não sentia nenhum momento tenso o suficiente pra me prender. Deixei o livro de lado um pouco enquanto lia outras coisas, então depois voltei pra ele e me esforcei pra continuar, na esperança da aventura prometida no título. E depois que começa a viagem do livro, eu realmente consegui
terminar e foi quase direto.

As descrições e o conhecimento que tinha-se da África na época eram coisas interessantes de se ver, mas senti que muita coisa, principalmente as reputações dos povos africanos seriam consideradas ofensivas caso alguém as escrevesse hoje, num romance histórico.

Durante a viagem, se intercalam momentos de calmaria com outros em que acontece tanta coisa que cheguei a imaginar que o percurso acabaria ali e eles seriam resgatados ou morreriam, etc. Os imprevistos de todo tipo e o jeito como se resolvem, graças às habilidades combinadas dos três viajantes, torna esse livro uma aventura segura de se ler, agradável, sem muitas reviravoltas, entretanto sem ser previsível.

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